Quem se importa com este homicídio?- Pedro Tadeu

Quero juntar-me ao, infelizmente, pequeno coro de revoltados pelo assassinato da jornalista palestiniana Shireen Abu Akleh.

Quero indignar-me, unido aos poucos que me acompanham nessa revolta, com a carga policial sobre o cortejo fúnebre da também cidadã norte-americana Shireen Abu Akleh.

Quero aplaudir, com os raros que não discriminam as vítimas mortais conforme a nacionalidade e a política dos agressores, as pessoas que seguraram o caixão de Shireen Abu Akleh e, enquanto recebiam bastonadas, tentaram tudo para o segurar, tenazes, da queda no chão.

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Homenagem a Catarina Eufémia

✊ «Evocarmos o nome de Catarina Eufémia e a sua dedicação e entrega à luta e a sua consciência política na defesa dos interesses dos seus irmãos de classe que exaltamos e nela a luta de todas as gerações de trabalhadores e trabalhadoras agrícolas alentejanos que lutaram pela justiça social, pela democratização do acesso à terra, pela Reforma Agrária, pelo bem-estar do povo. Uma longa e heróica luta, donde brotaram muitos exemplos de coragem demonstrados por milhares e milhares de proletários agrícolas, mesmo quando tiveram que enfrentar a repressão, a violência, a tortura e a prisão fascistas.» Jerónimo de Sousa, na Homenagem a Catarina Eufémia, Baleizão, Beja

👉 Intervenção completa aqui: http://www.pcp.pt/homenagem-catarina-eufemia-3

👉 Dossier sobre Catarina Eufémia: http://www.pcp.pt/actpol/temas/pcp/catarina/index.htm

Imunidade para além da vacinação (parte 3): O stress – Lara Pinho

Na parte 1 e 2 abordei a importância da alimentação saudável e do sono para o reforço do sistema imunitário.

Outra forma de fortalecer o sistema imunitário é controlar o stress. O stress é uma resposta normal do organismo a uma situação ameaçadora. Por exemplo, quando temos um trabalho para entregar, à medida que se vai aproximando a data de entrega vão aumentando os níveis de stress que fazem com que tenhamos uma reação comportamental, neste caso, terminar o trabalho. Nesta situação, o stress pode ser positivo, na medida em que nos impele a uma ação que visa terminar uma tarefa que vai reduzir os níveis de stress. No entanto, quando entramos num ciclo de stress constante, este pode tornar-se prejudicial à saúde, afetando o humor, a produtividade, as relações interpessoais, e a imunidade.

  

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Sobre o aumento do custo de vida

há 1 dia

Jerónimo de Sousa esteve esta tarde em Almada numa Sessão Pública sobre o aumento do custo de vida.

A pretexto da guerra e principalmente das sanções que nada resolvem e só servem a quem lucra e especula com elas, estamos perante uma escalada de aumento dos preços de bens, em particular de bens essenciais, como há muito não se verificava e que empurra para o empobrecimento milhares de famílias.

“O PCP não se resigna a esta situação e no conjunto das mais de 300 propostas para a discussão na especialidade no âmbito do Orçamento do Estado para o presente ano, nelas se incluem um conjunto de propostas que podem dar solução ao flagelo do aumento do custo de vida, dando uma particular e prioritária atenção à reposição e valorização dos salários, das pensões e dos rendimentos e à regulação e descida dos preços da energia e dos bens essenciais.”

“Os trabalhadores e o povo não estão condenados ao empobrecimento. Há força bastante para dar a resposta à especulação e à exploração desenfreada a que assistimos, e defender as condições de vida do nosso povo, certos que nesse combate necessário podem contar sempre com o PCP!” https://www.pcp.pt/sobre-aumento-do-c…

OE 2022 – PROPOSTAS DO PCP

💯+💯+💯 Aumentar salários e pensões, reforçar a escola pública e acabar com a sangria no SNS, regular preços, parar os despejos e garantir estabilidade no arrendamento, defender os direitos de crianças, idosos e deficientes, apoiar as PME, aliviar impostos sobre quem trabalha, acabar com borlas fiscais ao grande capital: o PCP não desiste de encontrar soluções para os problemas do povo e do país e por isso apresentou no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2022 mais de 300 propostas. Mais do que um número é expressão de um Partido ligado à vida de todos os dias daqueles que vivem do seu trabalho e que sabem poder confiar no PCP para defender os seus direitos e dar mais força à sua luta por uma vida melhor.

Vê aqui todas as propostas:

👉 http://www.pcp.pt/oe2022/propostas-1

👉 http://www.pcp.pt/oe2022/propostas-2

📒 Conhece todas as intervenções e propostas do PCP sobre o Orçamento do Estado 2022

➡️ http://www.pcp.pt/oe2022 #partidocomunistaportuguês #pcpcontigotodososdias #contigotodososdias #oe2022

Porquê? – Albano Nunes

Só a ver­dade é re­vo­lu­ci­o­nária e amiga da paz

É in­qui­e­tante que, quando o povo por­tu­guês co­me­mora o 48.º ani­ver­sário da Re­vo­lução de Abril, a força po­lí­tica que mais con­tri­buiu para pôr fim a quase meio sé­culo de di­ta­dura fas­cista e con­quistar a li­ber­dade, es­teja a ser alvo de mais uma vi­o­lenta cam­panha an­ti­co­mu­nista.

Cam­pa­nhas contra o PCP são re­cor­rentes, são uma ex­pressão in­con­tor­nável da luta de classes, não nos ame­drontam nem con­di­ci­onam. Elas re­sultam de o PCP, par­tido da classe ope­rária e de todos os tra­ba­lha­dores, ser o prin­cipal obs­tá­culo à po­lí­tica ex­plo­ra­dora do grande ca­pital e o mais con­se­quente de­fensor da Cons­ti­tuição que con­sagra uma po­lí­tica ex­terna e de de­fesa de so­be­rania e in­de­pen­dência na­ci­onal, de de­sar­ma­mento, de li­qui­dação dos blocos mi­li­tares, de paz e ami­zade com todos os povos do mundo.

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Combater o aumento do custo de vida e a especulação!


A guerra e as sanções foram o pretexto para um novo movimento especulativo por parte da grande distribuição aproveitando para aumentar ainda mais os preços de muitos bens alimentares essenciais, com vista a aumentar a sua margem de lucro.

Ao mesmo tempo que esmagam os preços pagos aos produtores e que aniquilam o pequeno comércio, a grande distribuição apropria-se de margens de lucro especulativas, que fazem repercutir sobre os preços exorbitantes pagos pelos consumidores.

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Reescrever para reinar -Gustavo Carneiro 

Quem con­trola o pas­sado, con­trola o fu­turo. Quem con­trola o pre­sente, con­trola o pas­sado. A frase é de Ge­orge Orwell e surge no ro­mance dis­tó­pico 1984, mas podia ter sido es­crita para ca­rac­te­rizar a ofen­siva ide­o­ló­gica do im­pe­ri­a­lismo, que sempre acom­panha – e en­quadra – a eco­nó­mica e a mi­litar.

O re­vi­si­o­nismo his­tó­rico em torno do Dia da Vi­tória, que a 9 de Maio as­si­nala a ren­dição da Ale­manha nazi ao Exér­cito Ver­melho e, con­se­quen­te­mente, o fim da Se­gunda Guerra Mun­dial na Eu­ropa, é exem­plar desta re­a­li­dade. Não é novo, longe disso, mas as­sumiu este ano uma di­mensão ex­tra­or­di­nária.

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Maioria absoluta: A quem serve?

Tal como o PCP prevenira, à boleia da inflação, as grandes empresas – já bastamente subsidiadas com borlas fiscais e impostos mínimos sobre os seus lucros milionários – aproveitam a maioria absoluta do PS e a sua conivência para atacar quem trabalha roubando-lhe no salário. Fica hoje mais claro que o argumento da “protecção das empresas” com que o PS e o seu governo recusam o aumento geral dos salários – seja por via do Salário Mínimo Nacional, seja pela recusa do fim da caducidade da contratação colectiva – é, na verdade, a protecção dos lucros dos grandes grupos económicos.

Não são nem as PMEs nem os trabalhadores que está maioria absoluta serve.

✊ Organiza-te, luta, adere ao PCP

👉 http://www.pcp.pt/adere #partidocomunistaportuguês#pcpcontigotodososdias#contigotodososdias#adereaopartidocomunistaportuguês

MARCHARÃO OS BETOS DA TIA EUROPA PARA A ESTEPE? – Francisco Gonçalves

Pouco a pouco vamos sendo arrastados para a guerra, numa escalada contínua e multifacetada (militar, económica, comunicacional) que não sabemos onde vai parar. É difícil perceber como tal caminho e recursos canalizados desaguarão na paz.

Não vou discutir quando esta guerra começou, se foi em 2014 ou em 2022. Para não ser acusado de “putinista” ou de ofuscado pelo “Sol da Rússia” vou grafar as palavras: condenação, inequívoca, veemente, invasão, Rússia. Vou, até, imagine-se, classificar o  poder russo de não democrático, nacionalista, xenófobo e a tender para o fascista, assente no messianismo da “Mãe-Rússia”. Faço-o porque estas considerações são verdadeiras e porque não quero ficar retido neste nó górdio em que nos enredaram, sem alcançar o problema de fundo, o Nacionalismo, nem mais nem menos que a  antecâmara da Xenofobia e do Fascismo. 

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Maioria absoluta: A quem serve?

Brutal perda do poder de compra que, na prática, significa cortes nos salários e pensões; chumbo de quaisquer propostas para aumento de rendimentos de quem trabalha; inércia face ao aumento de preços, para manter intocados os lucros das grandes empresas; cortes no investimento; dividendos aos milhões, distribuídos pelos CEO’s; financiamento público a esses dividendos milionários privados: afinal, a quem serve esta maioria absoluta do PS?

✊ Organiza-te, luta, adere ao PCP

👉 http://www.pcp.pt/adere

Cai a máscara ao governo PS!


Cai a máscara ao governo PS!

Em resposta ao PCP Ministro da Cultura afirma: «Não é desejável acabar com precariedade na Cultura» Diana Ferreira, deputada do PCP responde: «Esta é uma afirmação profundamente reveladora! O Governo PS pretende normalizar a precariedade no sector! o que é absolutamente inaceitável para nós e para quem vive sem certeza no salário do próximo mês, que pagam 12 meses por ano, que comem 12 meses por ano e não são contas nem alimentação intermitentes.»

📢 Vamos à luta! No próximo domingo dia 15 de Maio o PCP realiza o seu 2.º Encontro Nacional de Cultura, no Seixal.

👉 Conhece aqui alguns eixos do Encontro

https://www.youtube.com/post/UgkxfpIr… #partidocomunistaportuguês #pcpcontigotodososdias #contigotodososdias #cultura #umporcentoparaacultura

Dicotomia – Anabela Fino

Adoptar um con­ceito comum de se­gu­rança; res­peitar a so­be­rania e in­te­gri­dade ter­ri­to­rial e a não in­ge­rência nos as­suntos in­ternos de ou­tros países; acatar os ob­jec­tivos e prin­cí­pios da Carta das Na­ções Unidas; re­co­nhecer a im­por­tância das le­gí­timas pre­o­cu­pa­ções de se­gu­rança de todos os países; aceitar a re­so­lução de di­fe­rendos e dis­putas por meios pa­cí­ficos através do diá­logo e con­sulta; manter a se­gu­rança em áreas tra­di­ci­o­nais e não tra­di­ci­o­nais, de forma in­te­grada – eis, em sín­tese, a Ini­ci­a­tiva de Se­gu­rança Global pro­posta pela China na aber­tura Anual de 2022 do Fórum do Boao para a Ásia, há uma se­mana.

Apre­sen­tada pelo pre­si­dente Xi Jin­ping, a Ini­ci­a­tiva as­senta na con­vicção de que a «se­gu­rança é um pré-re­qui­sito para o de­sen­vol­vi­mento» e de que a «Hu­ma­ni­dade é uma co­mu­ni­dade de se­gu­rança in­di­vi­sível».

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Declaração de Jerónimo de Sousa no final do encontro com o Presidente da República

Em declarações no final do encontro com o Presidente da República, o Secretário-Geral do PCP Jerónimo de Sousa afirmou que «A maioria absoluta do PS garante a aprovação do Orçamento do Estado mas este não só não resolve como agrava os problemas com que o País está confrontado. É necessária uma resposta à altura dos problemas e das necessidades que o país enfrenta, mobilizando todas as possibilidades que hoje existem.

Essas soluções defendidas pelo PCP para alguns dos problemas mais mediatos do povo e do País faltaram há 5 meses, na versão anterior do Orçamento, e continuam a faltar nesta proposta.”

👉 Declaração completa aqui: http://www.pcp.pt/encontro-com-presidente-da-republica

77º Aniversário da Vitória sobre o nazi-fascismo

🕊️ “Comemorar o 9 de Maio, dia da Vitória, é principalmente, prestar homenagem aos milhões de homens, mulheres e jovens, que heroicamente resistiram e lutaram, entregando as suas vidas se necessário fosse, para libertar os seus países da barbárie nazi-fascista.

Sem subestimar o papel da coligação dos países aliados que veio a formar-se no decurso da guerra, é justo sublinhar o contributo decisivo da URSS, do povo soviético e do seu Exército Vermelho, que – à custa de mais de 20 milhões de mortos e de enormes sacrifícios – determinou o curso da guerra e permitiu libertar a Humanidade do nazi-fascismo.

Como é indispensável sublinhar o contributo da resistência anti-fascista – onde os comunistas, com o movimento operário, assumiram um papel fundamental – na qual milhares deram as suas vidas em prol da causa da liberdade.”

👉 Nota completa em: https://www.pcp.pt/nos-77-anos-da-vit…

OE2022: Onde se vai buscar o dinheiro?


📢 Onde se vai buscar o dinheiro? Como? (2/2)

👉 Criação de uma contribuição extraordinária sobre os lucros inesperados do sector dos seguros

👉 Fim do regime das Parcerias Público-Privadas

👉 Impedir ganhos extraordinários das concessionárias de PPP’s rodoviárias

Para aliviar os impostos sobre quem trabalha:

👉 O aumento do mínimo de existência do IRS (num valor cerca de 400 € acima do que é apresentado pelo Governo)

👉 atualização dos limites dos escalões de IRS à inflação actual

ℹ️ Declaração de Bruno Dias e propostas

👉 http://www.pcp.pt/acabar-com-borlas-fiscais-ao-grande-capital-aliviar-impostos-sobre-quem-trabalha-propostas-para-uma

#partidocomunistaportuguês #pcpcontigotodososdias #contigotodososdias #adereaopartidocomunistaportuguês #justiçafiscal #oe2022

OE2022: Onde se vai buscar o dinheiro?

📢 Onde se vai buscar o dinheiro? Como? (1/2)

Na primeira semana de apresentação de propostas de alteração ao Orçamento, o PCP avançou com propostas para responder aos problemas mais sentidos pelos trabalhadores e pelo povo. Havendo várias destas propostas que assumidamente terão impactos orçamentais justificados, o PCP apresenta também hoje um conjunto de alterações que teriam um impacto positivo na receita, ou na redução de despesas sumptuárias, e que permitiriam assegurar as receitas necessárias ao cumprimento das funções do Estado e simultaneamente a um alívio fiscal sobre rendimentos mais baixos e intermédios.

👉 Eliminação de várias isenções de IRC (assegurar que os lucros realizados em Portugal são efetivamente tributados no país)

👉 Fim do regime fiscal da Zona Franca da Madeira

👉 Alargamento do englobamento obrigatório (Acabar com a desigualdade na tributação dos rendimentos consoante a sua origem, e não o seu valor)

👉 Fim do Estatuto Fiscal dos Residentes Não Habituais

👉 Criação do 10.º escalão de IRS

👉 Criação de uma taxa sobre as transferências para offshores

Que desporto temos? Que desporto queremos? – A. Melo de Carvalho

O pro­blema não está só na es­cola, sendo porém fun­da­mental o que nela se passa

Lusa

A com­pre­ensão da si­tu­ação do des­porto em Por­tugal neste final do pri­meiro quartel do sé­culo XXI não é uma questão fácil, mesmo para aqueles que nele tra­ba­lham. Para se en­tender toda a ex­tensão da gra­vi­dade da si­tu­ação, é in­dis­pen­sável pro­ceder a uma aná­lise cui­dada da­quilo que se passa com toda a po­pu­lação na sua re­lação com a prá­tica des­por­tiva, en­ten­dida aqui na sua ex­pressão mais ex­tensa e para nós mais vá­lida, do des­porto para todos. Logo de início de­para-se com uma si­tu­ação no mí­nimo es­tranha, ma­ni­fes­tada no facto de não se en­con­trar qual­quer aná­lise cul­tural e so­ci­o­lo­gi­ca­mente fun­da­men­tada, sobre a si­tu­ação do des­porto por­tu­guês.

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Acção nacional descentralizada pelo aumento real das reformas e salários

Na pró­xima terça-feira, 10 de Maio, a Con­fe­de­ração Na­ci­onal de Re­for­mados, Pen­si­o­nistas e Idosos – MURPI e a Inter-Re­for­mados/​CGTP-IN vão re­a­lizar uma acção na­ci­onal de luta des­cen­tra­li­zada com o ob­jec­tivo de dar ex­pressão ao pro­testo dos re­for­mados e pen­si­o­nistas contra o au­mento do custo de vida, pelo au­mento real das re­formas e sa­lá­rios, pelo re­forço da Se­gu­rança So­cial e por me­lhores ser­viços pú­blicos de saúde.

As ac­ções vão de­correr em Lisboa (da Praça do Campo Pe­queno, às 15h00, até à Se­gu­rança So­cial, na Ave­nida de Berna); Évora (das Portas de Moura, às 10h30, até à Se­gu­rança So­cial, na Rua Cha­fariz d’El Rei); Porto (do Largo da Casa da Mú­sica, às 15h00, até à Se­gu­rança So­cial, na Rua An­tónio Pa­trício); Faro (Largo do Mer­cado Mu­ni­cipal, às 10h30) e Coimbra (da Praça 8 de Maio, às 15h00, até à Se­gu­rança So­cial, na Rua Abel Dias Ur­bano).

Vítimas – Filipe Diniz

A tão usada frase que diz que «a pri­meira ví­tima da guerra é a ver­dade» é atri­buída a Ésquilo. Ou seja, terá al­guns 25 sé­culos. Mas me­rece ser re­vista.

Pri­meiro, porque a questão não é de ordem fi­lo­só­fica, ou epis­te­mo­ló­gica, ou outra se­me­lhante. A pri­meira ví­tima de cada guerra é sempre um ser hu­mano, ao qual se se­guem mi­lhares ou mi­lhões de ou­tros. É dessas ví­timas que é ne­ces­sário saber, antes de quais­quer ou­tras. E das quais há que evitar es­co­lher, seja na base de que cri­tério for.

É por isso que re­pugna a ati­tude de gente com res­pon­sa­bi­li­dades na de­fesa da paz que se dá ao luxo de es­co­lher que ví­timas os sen­si­bi­lizam. O ac­tual se­cre­tário-geral da ONU cabe nesse grupo. Da mesma forma que o sen­si­bi­lizam as cri­anças e mu­lheres afegãs mas ig­nora as mu­lheres e cri­anças pa­les­ti­ni­anas ví­timas da agressão e do apartheid si­o­nista, fica sen­si­bi­li­zado com a sorte das cri­anças de Kiev, mas não com a das cri­anças de Don­bass ou de Lu­gansk, du­rante anos alvo da agressão nazi-fas­cista do poder em Kiev.

Ajuda a en­tender a im­po­tência da ONU face seja a que con­flito in­ter­na­ci­onal for. Re­sulta de dé­cadas de su­bor­di­nação às es­tra­té­gias dos EUA, que ora a ma­ni­pulam, ora lhe passam por cima. E essas es­tra­té­gias nunca, por nunca ser, visam a paz. Gu­terres, algo am­né­sico, des­co­briu «uma guerra ab­surda no sé­culo XXI». A es­colha do sé­culo já de si tem algum sig­ni­fi­cado. A agressão e des­truição da Ju­gos­lávia, na qual o go­verno de que era pri­meiro-mi­nistro par­ti­cipou em­pe­nha­da­mente, era di­fe­rente por ser de outro sé­culo? O ac­tual con­flito na Ucrânia é mais «ab­surdo» do que as guerras no Iraque, na Síria, na Líbia, no Afe­ga­nistão, no Iémen? Pas­saram-lhe ao lado?

Há efec­ti­va­mente ví­timas de vária na­tu­reza numa guerra. E su­cessos. Por exemplo, de cada vez que a ver­dade é ví­tima, triunfam a dis­si­mu­lação e a hi­po­crisia.

“Avante!”, 5 de Maio de 2022

CNA : Mais respeito pelos agricultores! Gasóleo agrícola subiu 3 a 4 cêntimos quando baixaram os restantes combustíveis

Os agricultores começaram esta semana a pagar mais 3 a 4 cêntimos por litro de gasóleo agrícola, contra todas as expectativas criadas pelos anúncios de descidas no preço dos combustíveis.

Os agricultores que se deslocaram hoje aos postos de abastecimento na expectativa de encontrar gasóleo agrícola mais barato foram surpreendidos por aumentos. Enquanto os restantes combustíveis baixaram (e bem), embora também apenas pela metade dos valores anunciados antes pelo Governo, os agricultores estão hoje a pagar mais.

Num contexto de grandes dificuldades na agricultura, com aumentos brutais nos preços dos factores de produção, nomeadamente do gasóleo agrícola, parece que o Ministério da Agricultura e o Governo se esqueceram dos agricultores.

Exige-se, pois, mais respeito pelos agricultores que garantem ao país alimentos de proximidade e qualidade e a CNA reclama uma descida significativa e rápida no preço do gasóleo agrícola, além de outras medidas capazes de atenuar as dificuldades vividas no sector.

Veja aqui as declarações de Carlos Alves, da Direcção da CNA, à SIC, a propósito do aumento do preço do gasóleo agrícola.

CONTROLO DOS PREÇOS JÁ!

⛽ Petrolíferas apropriam-se de parte da redução do Imposto. PCP insiste no controlo de margens e preços! Com a Portaria publicada pelo Governo na passada sexta-feira, o valor do ISP foi reduzido em cerca de 16 cêntimos por litro, quer no gasóleo, quer na gasolina. No entanto, aquilo que se está a verificar nos postos de combustível é que essa redução fiscal não foi totalmente reflectida nos preços pagos pelos consumidores. Em muitos postos de abastecimento, o preço baixou muito menos do que o valor dos 16 cêntimos de redução fiscal, uma vez que as empresas subiram o preço antes de impostos limitando o impacto da medida. Segundo o site agregador de preços “Mais Gasolina”, o preço médio da gasolina 95 simples, a 29 de Abril, era de 2,03€ o litro, e hoje, dia 2 de Maio, é de 1,98€, o que representa uma redução de preço de apenas 5 cêntimos, quando o imposto baixou 16 cêntimos. O que significa que as petrolíferas se apropriaram, em média, de 11 cêntimos por litro. O mesmo no gasóleo: segundo o mesmo site, passou de uma média de 2,01€ por litro, a 29 de Abril, para uma média de 1,94€ por litro, a 2 de Maio, o que representa uma redução média de apenas 7 cêntimos por litro, o que significa uma apropriação pelas petrolíferas de 9 cêntimos por litro. A própria Entidade Nacional para o Sector Energético (ENSE) identificou já, entre 29 de Abril e 2 de Maio, uma subida da margem bruta de 15 cêntimos por litro na gasolina e de 11 cêntimos por litro no gasóleo. Esta situação mostra bem aquilo que o PCP vem alertando: as medidas fiscais devem avançar no sentido de aliviar o peso significativo que têm no preço final, mas devem ser acompanhadas de medidas de controlo de margens e preços, removendo as componentes especulativas do mecanismo de formação de preços. Só assim se pode garantir que as reduções de imposto têm um impacto real no preço final, em vez de serem total ou parcialmente absorvidas pelos grupos económicos do sector.

ℹ️ Ver nota completa em 👉 https://www.pcp.pt/petroliferas-aprop…

#partidocomunistaportuguês #contigotodososdias #adereaopartidocomunistaportuguês

Vasco Gonçalves

Vasco Gonçalves foi primeiro-ministro entre Junho de 1974 e Setembro de 1975: um período curto, mas intenso, em que emergiu como um revolucionário íntegro e corajoso, profundamente ligado às mais profundas aspirações do povo, para quem será sempre o Companheiro Vasco. Nascido a 3 de Maio de 1921, em Lisboa, Vasco Gonçalves desenvolveu ainda jovem sólidos sentimentos antifascistas, apesar das convicções conservadoras do pai. Na Universidade, toma contacto com o marxismo, que o marcaria profundamente para toda a vida. Na Escola do Exército, entra para a Arma de Engenharia, formando-se como engenheiro. A guerra colonial acentua-lhe as convicções anticoloniais e, em 1973, participa no Movimento das Forças Armadas, sendo então um dos seus militares mais graduados, com o posto de coronel. Quando a Revolução irrompe, tinha 52 anos e era, entre os militares revolucionários, aquele que demonstrava uma mais sólida formação política, o que não terá sido alheio à sua designação como primeiro-ministro em Junho de 1974, apesar das reservas manifestadas por Spínola. Nos 14 meses em que esteve à frente de quatro go­vernos pro­vi­só­rios (II, III, IV e V), deu um con­tri­buto de­ter­mi­nante para a trans­for­mação pro­funda da re­a­li­dade po­lí­tica, eco­nó­mica e so­cial do País. É a sua assinatura que se encontra nos decretos governamentais que consagram as mais avançadas conquistas revolucionárias: a nacionalização da banca, dos seguros e de outros sectores estratégicos da economia; a instituição da Reforma Agrária; a criação dos subsídios de desemprego e de Natal para reformados e pensionistas, e da licença de parto; a suspensão dos despedimentos sem justa causa e a garantia dos direitos à greve e à negociação colectiva; o estabelecimento legal da liberdade de associação e de actividade dos partidos políticos. Foi também nos governos de Vasco Gonçalves que o salário mínimo nacional (criado logo em Maio de 1974) subiu consideravelmente, que se melhorou o regime de protecção social dos trabalhadores agrícolas, que foram tomadas importantes medidas de carácter social, nas áreas do ensino – com as campanhas de alfabetização; da saúde – caso do envio de médicos para a periferia; e da habitação – com o início da erradicação das barracas, onde à data da Revolução vivia mais de um milhão de portugueses. Estas conquistas não foram obra de um homem só. Foi a luta das massas populares o factor determinante das transformações democráticas e revolucionárias levadas a cabo e das decisões progressistas do poder político. Contudo, e como o processo revolucionário bem demonstrou, não foi de modo algum indiferente estar à frente do governo alguém, como o General Vasco Gonçalves, tão profundamente identificado com essa mesma luta. Na Revolução de Abril travou-se uma intensa luta – de classes – entre os que construíam um País verdadeiramente democrático e os que, de modo mais ou menos assumido, queriam manter intactas as estruturas económicas do fascismo: o poder dos monopólios e dos latifundiários. Neste confronto, Vasco Gonçalves surgia como baluarte dos sectores progressistas do Movimento das Forças Armadas, e da sua estreita ligação com o movimento popular, e do avanço da revolução rumo ao socialismo. O seu afastamento do governo e do MFA passou a ser, em dado momento, um dos objectivos principais das forças contra-revolucionárias, mesmo das que ostentavam cravos na lapela. Sobre nenhum outro governante foram lançadas tantas calúnias, tantas ofensas, tantas injúrias.

O descarado comportamento anticomunista

O apelo do primeiro-ministro para que «haja serenidade» deverá estender-se aos representantes ucranianos em Portugal, considerando o comportamento insolente que têm manifestado.

dnoticias.pt

António Costa reagiu este domingo às notícias sobre o acolhimento de refugiados da Ucrânia no nosso país, pedindo «serenidade», um dia depois de a Câmara Municipal de Setúbal ter reafirmado a comunicação enviada ao Governo no início de Abril, e que este deixou sem resposta.

 

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Linha vermelha – Anabela Fino

A nova es­trela das graves ame­aças à ordem do mundo oci­dental é uma mo­nar­quia cons­ti­tu­ci­onal com uma as­sem­bleia le­gis­la­tiva, num ar­qui­pé­lago que foi um pro­te­to­rado bri­tâ­nico até 1978 e com uma po­pu­lação que há dois anos não ia além dos 686 878.

Para quem não gosta de cha­radas, es­cla­reça-se desde já que se trata das Ilhas Sa­lomão, mi­cros­có­pico país da Oce­ania (uma área de 28 450 km2) si­tuado no Su­do­este do oceano Pa­cí­fico, vi­zinho da Aus­trália, que por estes dias de Abril teve a ou­sadia de as­sinar um acordo em ma­téria de se­gu­rança com a China.

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Atirar a pedra e esconder a mão – Pedro Guerreiro

O PCP con­ti­nuará do lado da paz

Tem sido in­ces­sante o chor­rilho de pre­me­di­tada men­tira, de­tur­pação, ca­ri­ca­tura, do bolçar do ódio an­ti­co­mu­nista, que nutre e anima con­cep­ções e pro­jectos an­ti­de­mo­crá­ticos e fas­ci­zantes, pe­rante a co­ra­josa e firme po­sição do PCP em de­fesa da paz, contra a guerra, de re­jeição da ten­ta­tiva de im­po­sição de um pen­sa­mento único.

Os arautos que, em coro, ecoam a di­fe­rentes tons a ins­ti­gação da es­ca­lada de con­fron­tação e de guerra não per­doam que o PCP, que su­blinha a na­tu­reza de classe do ac­tual poder na Rússia e se de­marca deste, não es­ca­mo­teie ou aplauda aqueles que são os pri­meiros e prin­ci­pais res­pon­sá­veis pelo agra­va­mento da si­tu­ação no mundo e, no­me­a­da­mente, na Eu­ropa, in­cluindo pela guerra na Ucrânia que dura desde há oito anos.

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Todos ao 1º de Maio

Um país (novamente) a saque com cortes de salários e pensões (por via da inflação), com acionistas a amassar milhões ao mesmo tempo que se esmagam o direito ao salário e ao descanso de quem trabalha, com um Governo PS cúmplice e fomentador deste saque, só a luta de quem vive do seu trabalho pode travar e reverter tal escalada. Se não faltam razões, não vai faltar coragem!

✊ Todos ao 1.º de Maio (em todo o país)