COMPROMISSO ELEITORAL DO PCP Dar resposta ao que importa

Ga­rantir os di­reitos das cri­anças e dos pais, res­ponder ao dé­fice de­mo­grá­fico, travar a emi­gração dos jo­vens

In­vestir na saúde, na edu­cação e na qua­li­dade de vida das cri­anças é cons­truir um fu­turo me­lhor para todos. A epi­demia de COVID-19, o con­fi­na­mento e os seus im­pactos so­ciais e eco­nó­micos afec­taram in­dis­cu­ti­vel­mente as cri­anças, os ado­les­centes, os jo­vens e as suas fa­mí­lias. É pre­ciso ga­rantir-lhes as con­di­ções para re­cu­perar do tempo de iso­la­mento so­cial, para con­viver, brincar e aprender, re­for­çando o di­reito das cri­anças à vida, à saúde e a uma edu­cação de qua­li­dade.

O dé­fice de­mo­grá­fico, que se agravou nos úl­timos anos, não é uma fa­ta­li­dade, antes o re­sul­tado da de­gra­dação de di­reitos, sa­lá­rios e con­di­ções de vida, que im­pul­si­onam a emi­gração e li­mitam a livre de­cisão de ter fi­lhos. O in­cen­tivo à fi­xação de jo­vens e à na­ta­li­dade é de­ci­sivo para a subs­ti­tuição de ge­ra­ções no fu­turo e para o de­sen­vol­vi­mento do País.

Os baixos sa­lá­rios, a pre­ca­ri­e­dade, o de­sem­prego, o au­mento do custo de vida, o custo da ha­bi­tação, os custos ou in­su­fi­ci­ência de equi­pa­mentos so­ciais de apoio à in­fância, a in­su­fi­ci­ente pro­tecção so­cial, os atro­pelos aos di­reitos de ma­ter­ni­dade e pa­ter­ni­dade, o ataque à con­tra­tação co­lec­tiva, os ho­rá­rios de tra­balho des­re­gu­lados, são fac­tores cru­ciais que con­di­ci­onam a de­cisão dos pais.

O res­peito pelos di­reitos das cri­anças e pelo seu de­sen­vol­vi­mento in­te­gral, a par da in­versão da quebra de­mo­grá­fica exigem so­lu­ções trans­ver­sais, in­te­gradas e du­ra­douras.

O PCP de­fende:

• Es­ta­bi­li­dade no em­prego, nos ho­rá­rios e na ha­bi­tação, bem como o au­mento dos sa­lá­rios;

• Gra­tui­ti­dade das cre­ches para todas as cri­anças e a cri­ação de uma rede pú­blica de cre­ches, ou so­lu­ções equi­pa­radas, alar­gando em cem mil o nú­mero de vagas;

• Au­mento e uni­ver­sa­li­zação do abono de fa­mília e do abono pré-natal e va­lo­ri­zação de ou­tros apoios so­ciais à in­fância e à ju­ven­tude;

• Alar­ga­mento da rede pú­blica de edu­cação pré-es­colar, ga­ran­tindo vaga a todas as cri­anças a partir dos 3 anos;

• Re­forço e res­peito pelos di­reitos de ma­ter­ni­dade e pa­ter­ni­dade; re­vo­gação da con­dição de re­cursos e de ou­tros cri­té­rios res­tri­tivos na atri­buição das pres­ta­ções so­ciais;

• Pre­venção das de­si­gual­dades, dis­cri­mi­na­ções e vi­o­lên­cias, as­se­gu­rando a igual­dade no tra­balho e na vida, cum­prindo os di­reitos das mu­lheres.

COMPROMISSO ELEITORAL DO PCP Dar resposta ao que importa

Re­a­lizar o au­mento geral dos sa­lá­rios, uma emer­gência na­ci­onal

Por­tugal é um País mar­cado por uma cres­cente de­si­gual­dade entre ca­pital e tra­balho.

O mo­delo de baixos sa­lá­rios, agora agra­vado pelo in­ces­sante au­mento do custo de vida, no­me­a­da­mente da ha­bi­tação, não per­mite uma vida digna. Pe­rante as di­fi­cul­dades em cons­ti­tuir fa­mília, os jo­vens tra­ba­lha­dores pro­curam em­prego e me­lhores sa­lá­rios nou­tras pa­ra­gens, agra­vando o dé­fice de­mo­grá­fico. No «mer­cado único eu­ropeu», é im­pla­cável a di­nâ­mica, «oleada» pela moeda única/​euro, de des­lo­cação e con­cen­tração da mão-de-obra qua­li­fi­cada em países de sa­lá­rios mais ele­vados. Mantém-se uma per­cen­tagem brutal de tra­ba­lha­dores po­bres.

É ne­ces­sário as­sumir o au­mento geral dos sa­lá­rios como uma emer­gência na­ci­onal, para di­na­mizar o mer­cado in­terno, para es­ti­mular a ac­ti­vi­dade eco­nó­mica e a pro­dução na­ci­onal, ga­rantir a so­bre­vi­vência das Micro, Pe­quenas e Mé­dias Em­presas (MPME), as­se­gurar a per­ma­nência em Por­tugal da força de tra­balho ne­ces­sária ao de­sen­vol­vi­mento do País.

O re­du­zido peso médio que os sa­lá­rios têm no total dos custos das em­presas sig­ni­fica que o seu au­mento é mais do que com­pen­sado pelo forte im­pacto que tem na pro­du­ti­vi­dade e no alar­ga­mento do mer­cado in­terno. Glo­bal­mente, o au­mento de sa­lá­rios con­tribui para gerar mais pro­cura, mais em­prego, mais re­ceitas para o Es­tado e Se­gu­rança So­cial.

Por­tugal não tem fu­turo com um mo­delo eco­nó­mico que tem como fonte de com­pe­ti­ti­vi­dade os baixos sa­lá­rios e a pre­ca­ri­e­dade.

A va­lo­ri­zação dos sa­lá­rios é in­se­pa­rável da eli­mi­nação das normas gra­vosas da le­gis­lação la­boral. É pre­ciso com­bater o de­se­qui­lí­brio nas re­la­ções la­bo­rais e repor a ne­go­ci­ação co­lec­tiva.

É pre­ciso que os be­ne­fí­cios de­cor­rentes dos avanços tec­no­ló­gicos também sejam apli­cados na me­lhoria das con­di­ções de tra­balho; na re­dução dos ho­rá­rios, na eli­mi­nação de ta­refas pe­nosas e dos ritmos in­ten­sivos de tra­balho.

O PCP de­fende:

• O au­mento geral dos sa­lá­rios, com um sig­ni­fi­ca­tivo au­mento do sa­lário médio, con­cre­ti­zando a con­ver­gência com a zona euro em 5 anos; a va­lo­ri­zação das pro­fis­sões e das car­reiras; a ele­vação do Sa­lário Mí­nimo Na­ci­onal para 850 euros a curto prazo, fi­xando o seu valor em 800 euros du­rante o ano de 2022;

• O com­bate à des­re­gu­lação de ho­rá­rios, a pre­venção e ga­rantia dos di­reitos no tra­balho por turnos, a re­dução geral do ho­rário de tra­balho para as 35 horas se­ma­nais, sem perda de re­mu­ne­ração nem de ou­tros di­reitos; a con­sa­gração de 25 dias úteis de fé­rias para todos os tra­ba­lha­dores;

• A re­vo­gação das normas gra­vosas do Có­digo do Tra­balho, no­me­a­da­mente do re­gime da ca­du­ci­dade da con­tra­tação co­lec­tiva e a re­po­sição do prin­cípio do tra­ta­mento mais fa­vo­rável;

• A re­vo­gação da Lei do tra­balho em fun­ções pú­blicas e a ga­rantia do di­reito de ne­go­ci­ação co­lec­tiva na Ad­mi­nis­tração Pú­blica; a re­vo­gação do SI­ADAP e a cri­ação de um sis­tema justo de ava­li­ação sem quotas; a re­visão da Ta­bela Re­mu­ne­ra­tória Única; a re­po­sição e va­lo­ri­zação do poder de compra per­dido na Ad­mi­nis­tração Pú­blica;

• O com­bate à pre­ca­ri­e­dade, com a ga­rantia de que a um posto de tra­balho per­ma­nente cor­res­ponda um con­trato de tra­balho efec­tivo.

Chile: Derrota histórica do neoliberalismo – José Goulão

O neoliberalismo sofreu uma derrota histórica no seu berço. Para isso contribuiu, de maneira determinante, um levantamento em massa de populações humilhadas e sofridas que declararam guerra ao conformismo.

Créditos/ France 24

A eleição do candidato de esquerda Gabriel Boric como presidente do Chile tem muitos significados, políticos e simbólicos, que extravasam amplamente as fronteiras do país e, no imediato, são um enorme suspiro de alívio para os chilenos e a confirmação de que uma nova vaga libertadora atravessa a América Latina.

Gabriel Boric é um jovem, com apenas 36 anos, e apresentou-se como candidato da coligação eleitoral Aprovar a Dignidade, que tem como forças principais a Frente Ampla e o Partido Comunista do Chile. É oriundo dos grandes movimentos sociais dos últimos anos que conseguiram infligir a mais pesada derrota de sempre – é o que dizem os resultados das eleições presidenciais – ao regime fascista de Pinochet e pondo também em causa a sua herança, democrática do ponto de vista político mas submetida à mesma ditadura económica neoliberal numa alternância de 20 anos entre a extrema-direita dos admiradores de Pinochet e o chamado «centro-esquerda» comandado pelo Partido Socialista.

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Assembleia Municipal – Perguntas sobre o PMDFI e extensões de saúde de Rossas e Chave

Tadeu Saavedra

Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia Municipal e restante Mesa

Ex.ma Senhora Presidente da Câmara Municipal e restante Vereação

Ex.mo Senhores Membros da Assembleia Municipal

Gostava de colocar duas questões à Dra. Margarida Belém.

A primeira está relacionada com o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

No debate realizado durante a campanha eleitoral para as Eleições Autárquicas de Setembro último, a senhora presidente à pergunta da candidata da CDU, Lara Pinho, sobre o porquê da inexistência do referido plano, respondeu que tal se  devia a atrasos do ICNF e não a razões imputáveis à autarquia. Agora que o plano já tem o aval do ICNF, e até para que tal não volte a suceder,  consegue detalhar melhor as razões deste atraso?

A segunda diz respeito às questões da saúde, mais particularmente aos cuidados de saúde primários.

Estando a meses da transferência de competências para a autarquia, inclusive na área da saúde, sendo conhecidos os défices na resposta ao nível dos cuidados de saúde primários, mais ainda por força das  consequências do combate à pandemia COVID 19 e continuando por resolver os problemas como os das extensões de saúde de Rossas e Chave, que diligências tem a Câmara Municipal de Arouca feito para a mais que necessária melhoria da resposta deste serviço de proximidade e que perspectiva pode deixar aqui relativamente ao futuro?

Muito obrigado.

Votos de um bom ano de 2022!

Independências – Gustavo Carneiro

São tantas as juras que uma pessoa até des­confia: os ór­gãos de co­mu­ni­cação so­cial de re­fe­rência pro­duzem um jor­na­lismo in­de­pen­denteisento, ob­jec­tivo im­par­cial, ga­rantem-nos quase di­a­ri­a­mente os pa­trões dos prin­ci­pais jor­nais e re­vistas, es­ta­ções de te­le­visão e de rádio, por in­ter­médio de al­gumas das suas mais pú­blicas fi­guras. Co­lo­cando-se acima da so­ci­e­dade – e, por­tanto, das suas con­tra­di­ções, dos seus con­flitos e dos in­te­resses em pre­sença (e em dis­puta) –, ob­servam a re­a­li­dade com no­tável cla­reza, em toda a sua pu­reza, sem in­ter­fe­rên­cias mun­danas ou sub­je­ti­vismos.

Pelo menos é o que nos dizem…

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Sobre a Mensagem de Natal do Primeiro-Ministro

Declaração de João Oliveira, 26 de Dezembro de 2021

Sobre a Mensagem de Natal do Primeiro-Ministro

Era preciso que a mensagem de Natal do Primeiro-Ministro apontasse uma perspectiva de resposta global aos problemas do País e do povo português, mas não foi isso que aconteceu.

Era preciso uma resposta à situação de milhões de portugueses que vão atravessar esta quadra festiva enfrentando problemas de desemprego, de baixos salários ou baixas pensões, de horários de trabalho desregulados ou precariedade laboral, de falta de acesso à habitação ou risco de perder, ou de falta de creche para seus filhos.

O Primeiro-Ministro entendeu não dar essa resposta e mesmo em relação às questões da epidemia ficou-se pelo elogio ao Serviço Nacional de Saúde e aos seus profissionais, é verdade que esse elogio é merecido, mas mais importante teria sido o Primeiro-Ministro apontar uma perspectiva de concretização das medidas que há muito tempo estão identificadas como essenciais e decisivas na resposta à epidemia, como seja, o reforço das equipas de saúde pública, a contratação de mais profissionais de saúde, a recuperação da das consultas, exames e cirurgias que ficaram em atraso, ou até o pagamento do subsídio de risco aos profissionais de saúde como verdadeiro elemento de valorização do seu empenho e do seu esforço.

O Primeiro-Ministro entendeu não considerar nenhum desses elementos mas o PCP considera que essa é a resposta verdadeiramente necessária que é precisar dar, fazendo a opção da defesa dos interesses e dos direitos do país, dos trabalhadores e do povo e não da submissão às imposições da União Europeia e aos interesses do grande capital e dos grupos económicos.

PCP rejeita discriminações na organização dos debates eleitorais televisivos

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP, 20 Dezembro 2021

O PCP reiterou hoje às direcções de informação da RTP, da SIC e da TVI a sua discordância com o modelo de debates eleitorais que adoptaram, e comunicou a disponibilidade do Secretário-Geral do PCP nos debates que sejam realizados em canal generalista.

É conhecida a posição do PCP face à importância e ao papel que os órgãos de comunicação social assumem nos processos eleitorais: reconhecimento do papel e contributo para o esclarecimento sobre o que defende e propõe cada força política para o País com garantia de igualdade de oportunidades no tratamento.

A proposta de debates formalizada pelas direcções de informação da RTP, da SIC e da TVI não garante princípios básicos de imparcialidade, assumindo na sua organização que existem partidos de primeira (PS e PSD) e de segunda categoria. Um modelo assente na atribuição aos primeiros, e apenas a estes, a prerrogativa de debater com cada um dos restantes em canal generalista, com abissal diferença de audiências, como pela concepção de um inaceitável debate entre putativos candidatos a primeiro-ministro – desvirtuando a natureza das eleições legislativas.

O PCP, tal como em 2019, assumiu a sua disponibilidade para participar na procura de soluções de organização de debates eleitorais que garantissem condições de igualdade e tratamento não diferenciado das diversas forças políticas, criando condições para o esclarecimento das propostas e posições de cada força política, contribuindo para a formação livre e não condicionada da opção de voto de cada um. Nesse sentido, o PCP fez a proposta de um modelo de debates (três) com o conjunto das forças políticas que poderia ser promovido pelas estações de televisão envolvidas, e que não foi considerada.

Adoptando a posição que já tinha manifestado nas eleições legislativas de 2019, o PCP recusa assumir-se como força política menorizada ou menorizável, mantendo a disponibilidade para participar nos debates que sejam realizados em condições de igualdade entre as várias forças, tendo já confirmado a presença no debate com o conjunto das candidaturas que elegeram representação nas últimas eleições legislativas agendado para dia 17 de Janeiro pela RTP, e manifestando desde já disponibilidade para participar em outros com características idênticas que outras estações de televisão decidam promover.
Pelas razões expostas, o Secretário-Geral do PCP estará disponível para participar nos debates que sejam realizados em canal generalista, o que, de acordo com a proposta feita pela RTP, SIC e TVI, corresponde aos debates previstos para os dias 4 e 12 de Janeiro.

Mais um passo para a mudança no Chile: Gabriel Boric é o novo presidente

Gabriel Boric é o presidente eleito mais jovem e mais votado na história do Chile. Os prognósticos apontavam para uma contenda renhida, mas o candidato da esquerda impôs-se claramente ao da extrema-direita.

Gabriel Boric, o novo presidente do Chile 
Gabriel Boric, o novo presidente do Chile Créditos/ Prensa Latina

O candidato da coligação de esquerda Apruebo Dignidad, Gabriel Boric, venceu de forma clara a segunda volta das eleições presidenciais no Chile, celebradas este domingo, tendo obtido mais de 4,6 milhões de votos (55,87%) e deixando a 11,74% de distância o seu rival de extrema-direita, José Antonio Kast, da Frente Social Cristiano (3,6 milhões de votos).

De acordo com o Serviço Eleitoral do Chile (Servel), mais de 8,3 milhões de chilenos participaram nesta segunda volta das presidenciais, representando 55% dos eleitores inscritos e um nível de participação bastante elevado para os padrões chilenos.

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De trombas – Anabela Fino

A de­tenção de João Ren­deiro na África do Sul deu azo nos úl­timos dias a um fre­nesim me­diá­tico que teve o condão, muito opor­tuno, de resto, de ofuscar os ele­fantes na sala da (des)in­for­mação global.

Fo­ra­gido há cerca de três meses, Ren­deiro foi apa­nhado em Durban, num hotel de luxo que as te­le­vi­sões fi­zeram o favor de mos­trar ad nau­seam, como se fosse de es­pantar que um ex-ban­queiro per­se­guido por meter a mão na massa uti­li­zasse o ilí­cito ren­di­mento em opu­lentas mor­do­mias. Sur­presa seria se Ren­deiro ti­vesse tido a ar­gúcia de se dis­farçar de pobre, ou de re­me­diado que fosse, con­tra­tado uns fi­gu­rantes para lhe ser­virem de fa­mília e alu­gado um T3 na pe­ri­feria da ci­dade, usu­fruindo dis­cre­ta­mente das co­mo­di­dades que o di­nheiro pode com­prar. Teria di­fi­cul­tado o tra­balho às au­to­ri­dades; afinal, há mais bairros po­pu­lares do que re­sorts

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As soluções de que os bombeiros necessitam – Duarte Caldeira

Este é o momento de apelar aos partidos políticos com candidatos às eleições legislativas de 30 de janeiro que se comprometam, sem retóricas ou elogios fáceis, a valorizar e dignificar os bombeiros.

Bombeiros Voluntários de Bragança
Corpo de Bombeiros de Bragança

s bombeiros, qualquer que seja a natureza das entidades que os enquadram (Associações Humanitárias de Bombeiros ou Câmaras Municipais), são insubstituíveis agentes de serviço público, na proteção e socorro das populações em todo o território nacional.

Apesar das frequentes expressões públicas de reconhecimento da dimensão e relevância da missão por eles desempenhada, em particular da parte dos governantes, constata-se que existe um acentuado défice de decisões políticas que transformem intenções e elogios em medidas práticas que garantam a valorização e desenvolvimento da instituição Bombeiros de Portugal.

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Para cuidar também é preciso ter arte! – Lara Pinho

O artista expressa as suas emoções através da arte, dando às suas obras um significado único e diferente.

Tal como as obras de arte, também cada pessoa é única e tem necessidades individuais específicas. Cada um de nós tem os seus gostos e preferências, os seus hábitos, os seus sentimentos. Cada um de nós valoriza as coisas de uma maneira única, para uma pessoa pode ser importante viver no campo e valorizar isso de uma forma intensa, para outra pode ser indiferente o lugar onde vive. Este princípio aplica-se a todas as vertentes da nossa vida. Talvez por darmos importância diferente às coisas, seja tão difícil, às vezes, compreender o outro. Quando se fala, por exemplo, de alguém que tem depressão ouvem-se, por vezes, comentários: “mas ele/ela tem tudo, não sei porque está assim”. Na maioria das vezes, nem a própria pessoa sabe.

Esta breve introdução serve apenas para que o leitor compreenda melhor o que vem a seguir.

Não é novo que o envelhecimento demográfico tem vindo a aumentar, por um lado devido ao aumento da esperança média de vida, por outro devido à redução da natalidade. Estes anos vividos a mais não têm sido acompanhados, em proporção, por anos vividos com saúde. Significa isto, que temos tido cada vez mais pessoas idosas com multimorbilidade (duas ou mais doenças crónicas) e dependência, a necessitar de cuidados. Devido a uma série de fatores, muitas destas pessoas são institucionalizadas. É importante não esquecermos que o facto da pessoa ficar com algum grau de dependência não perde, por si só, a autonomia, ou seja, não perde a capacidade de decisão. Se assim é, deve ser permitido à pessoa optar, por exemplo, de quanto em quanto tempo quer tomar banho, com quem se quer relacionar, com quem quer dividir o lugar à refeição ou nas salas de convívio, que atividades quer fazer. Claro que tudo isto desde que não ponha em causa os outros, dado que vivemos em comunidade. É por isso que para cuidar é preciso ter arte. É preciso olhar o outro como um ser único e autónomo, com as suas preferências e valores e respeitá-lo. Sejamos para o outro o artista que gostávamos de ver a cuidar de nós.

“Roda Viva”, 16 de Dezembro de 2021

O voto da CIP – Filipe Diniz

An­tónio Sa­raiva, pre­si­dente da CIP, deu uma en­tre­vista (i, 10.12.2012). O pa­trão dos pa­trões (assim lhe chama o jornal) desfia com cau­tela muita coisa, in­cluindo um rol de hi­po­cri­sias. Enuncia também vá­rias enor­mi­dades três das quais são, sem dú­vida, de emol­durar: que o que faz os sa­lá­rios mé­dios serem tão baixos são os au­mentos do sa­lário mí­nimo; que os pa­trões «é que são os de­fen­sores dos tra­ba­lha­dores porque lhes pagam os or­de­nados», entre ou­tras obras de mi­se­ri­córdia; que, em de­mo­cracia, «as mi­no­rias têm que se ajeitar (sic) às mai­o­rias». Um tra­tado.

Mas a cau­tela es­capou-lhe na «po­lí­tica». Agora que vem sendo en­ce­nada uma dis­puta elei­toral cen­trada na «al­ter­na­tiva» entre PS e PSD, o que o pa­trão dos pa­trões vem dizer é que para o grande pa­tro­nato PS e PSD são a mesma coisa. Qual­quer deles serve, e o ideal é que andem juntos.

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Sobre os acontecimentos que envolvem elementos da GNR em Odemira

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP, 17 Dezembro 2021

1- O PCP condena veementemente tais acontecimentos e considera inaceitável que os envolvidos se mantenham em funções.

2- O PCP considera que tais comportamentos, que dizem respeito a elementos concretos que não à instituição no seu todo, requerem punição exemplar, mas requerem também que as instituições reflictam sobre a selecção, formação e acompanhamento ao longo do tempo dos profissionais que nelas prestam serviço.

3- O PCP salienta, neste contexto, o chumbo do seu projecto-Lei sobre higiene, saúde e segurança no trabalho para os profissionais das forças e serviços de segurança que permitia a criação de mecanismos de maior proximidade no acompanhamento dos respectivos profissionais.

Mais e melhores serviços públicos

Mais uma medida crucial, é o combate à carência de professores que atinge centenas de milhar de alunos na Escola Pública, vinculando todos os professores com três ou mais anos de tempo de serviço e criando incentivos à sua fixação nas áreas que deles mais carecem. Ao mesmo tempo, é preciso avançar para a contratação de mais 6 mil trabalhadores não docentes até 2023, tal como o reforço de outros profissionais e reduzir o número de alunos por turma e o número de turmas por professor. Na cultura é preciso uma política que assegure condições de trabalho aos seus profissionais e à criação artística, a democratização da cultura e da fruição cultural, concretizando a proposta de 1% do Orçamento do Estado para o sector. 👉Conhece o compromisso em: https://www.cdu.pt/2022/compromisso-e..

Mais e melhores serviços públicos

Mais uma medida crucial, é o combate à carência de professores que atinge centenas de milhar de alunos na Escola Pública, vinculando todos os professores com três ou mais anos de tempo de serviço e criando incentivos à sua fixação nas áreas que deles mais carecem. Ao mesmo tempo, é preciso avançar para a contratação de mais 6 mil trabalhadores não docentes até 2023, tal como o reforço de outros profissionais e reduzir o número de alunos por turma e o número de turmas por professor. Na cultura é preciso uma política que assegure condições de trabalho aos seus profissionais e à criação artística, a democratização da cultura e da fruição cultural, concretizando a proposta de 1% do Orçamento do Estado para o sector. 👉Conhece o compromisso em: https://www.cdu.pt/2022/compromisso-e…

Salvar o SNS

Estive 9 meses à espera de uma consulta. E cheguei aqui e o médico disse que os exames já eram velhos. Pois eram, pois tirei-os em Março.» Em São Bartolomeu de Messines, histórias como esta repetem-se. Faltam médicos e enfermeiros em Silves, no Algarve e em todo o país. E ao mesmo tempo que o pessoal de saúde “desaparece” do SNS, “aparecem” ao lado mais e mais hospitais e clínicas privadas. Um Centro de Saúde fechado ou um serviço externalizado (dos testes e exames, às cirurgias e tratamentos) é mais um hospital privado pronto a abrir, são mais umas centenas ou milhares de utentes transformados em clientes de mais um seguro de saúde. É assim que uma fatia dos muitos milhões que do orçamento de todos para a saúde (que o PS agita como bandeira) são drenados, gota a gota, médico a médico, serviço a serviço, para o negócio da doença. E é por isso que, a não existirem medidas urgentes que permitam fixar e atrair profissionais, concretizar os investimentos em equipamentos e infraestruturas e combater o desvio de recursos públicos, o SNS poderá ser irremediavelmente diminuído e descaracterizado. Salvar o SNS é também o que está em causa no dia 30 de Janeiro e esse é o compromisso da CDU.

Dignidade dos idosos

A CDU defende a justiça social para os reformados, pensionistas e idosos, quem contribuiu para este País com uma vida inteira de trabalho, ao terceiro dia de apresentação do compromisso eleitoral. Garantir melhores pensões no futuro implica valorizar hoje os salários, as carreiras, as profissões, implica combater a precariedade, por isso é necessária a actualização anual de todas as pensões, incluindo das que estiveram congeladas, assegurando a reposição e valorização do poder de compra, com um valor mínimo em 2022 de 10€ É também preciso alargar a resposta às necessidades da população idosa com a criação de uma rede pública de equipamentos e serviços de apoio à terceira idade, entre os quais lares, e à deficiência, a complementar e articular com a actual rede de apoio. 👉Conhece o compromisso em: http://www.cdu.pt

Melhores pensões

49 anos e 4 meses de trabalho, 14 de subidas da serra e descidas à fábrica, de limpezas e de salário mínimo. No final, 501 euros de reforma é o que cabe nas contas certas de PS e PSD. Enquanto à Elvira (e são tantas como ela) se congelava a carreira, PS e PSD salvam bancos e pagavam ruinosas PPP aos do costume. Enquanto à Elvira (e são tantas como ela) se carregava com as propinas dos filhos e o fecho do centro de saúde, PS e PSD vendiam o país ao desbarato aos amigos do costume. Enquanto à Elvira (e são tantas como ela) se dizia que o seu salário não podia passar do mínimo, PS e PSD facilitavam despedimentos, aumentavam o custo de vida para manter os lucros dos amigos do costume. Estas não são as contas nem as opções da CDU. Porque é um imperativo para a CDU dignificar aqueles que, como a Elvira, trabalharam e que, com o seu suor, toda a vida construíram este país, batemo-nos e propomos, não apenas pela urgência do aumento dos salários como a forma mais eficaz e justa de quebrar o ciclo das baixas reformas, como nos batemos e propomos pelo aumento extraordinário das pensões, o fim das penalizações e a efectivação de uma rede pública de apoio à terceira idade.

Melhores pensões

A CDU defende a justiça social para os reformados, pensionistas e idosos, quem contribuiu para este País com uma vida inteira de trabalho, ao terceiro dia de apresentação do compromisso eleitoral. Garantir melhores pensões no futuro implica valorizar hoje os salários, as carreiras, as profissões, implica combater a precariedade, por isso é necessária a actualização anual de todas as pensões, incluindo das que estiveram congeladas, assegurando a reposição e valorização do poder de compra, com um valor mínimo em 2022 de 10€ É também preciso alargar a resposta às necessidades da população idosa com a criação de uma rede pública de equipamentos e serviços de apoio à terceira idade, entre os quais lares, e à deficiência, a complementar e articular com a actual rede de apoio. 👉Conhece o compromisso em: http://www.cdu.pt

Creches gratuitas

O “aperto”, o “sufoco” e angústia de saber que mesmo trabalhando, muitas vezes muito para além do possível, nem assim podemos proporcionar as melhores condições de crescimento aos nossos filhos: eis a história da Márcia e a história de milhares de famílias e crianças. O direito a uma creche era negado às crianças porque as famílias não podiam pagar a creches e o direito a decidir a ter filhos era posto em causa, porque para muitos pais, depois de fazer contas “a dúvida rondava”. Mas porque há uma força que nunca desiste do seu país, que não se acomoda ao atraso ou cede perante falsas inevitabilidades, houve sempre quem dissesse: estas histórias não ficam por aqui e os filhos desta terra verão os seus direitos cumpridos. E foi então por ação e proposta da CDU que, mesmo contra a vontade do PS, se alargou e agora (também por acção da CDU) se iniciou o processo de universalização da gratuitidade das creches. Mas a gratuitidade não basta. As creches que existem actualmente não têm vagas para todos os bebés que nascem, mesmo tendo o país uma baixa taxa de natalidade. E por isso a CDU defende a criação de uma rede pública, com 100 mil vagas em creche ou em soluções equiparadas nos próximos anos. Essa proposta foi rejeitada pelo PS e pelo PSD. Mas, tal como no passado, a CDU não desiste e a sua força será decisiva para que a tal rede pública deixe de ser “impossível”. Dia 30 de Janeiro dá mais força a esta força. ℹ️ Dossier 👉 http://www.cdu.pt/2022/node/260

Creches gratuitas

A CDU defende a criação de uma rede pública, com 100 mil vagas em creche ou em soluções equiparadas nos próximos anos e o aumento e universalização do abono de família e pré-natal . A faixa etária dos 0 aos 3 anos é a única durante o crescimento das crianças em que não existe nenhuma resposta pública. Uma rede pública permite assegurar condições de igualdade a todas as crianças numa etapa essencial do seu desenvolvimento.

Mais salários

A Mariana é cantoneira há mais de 23 anos. É das tais indispensáveis. Quando as “Marianas” exigem o aumento do salário mínimo (o único que conhecem) PS e PSD falam-lhes das «contas certas», dos «passos maiores que a perna», de «Bruxelas» e «dos bancos para resgatar». As “Marianas” sabem que as suas conquistas (como o suplemento de insalubridade e risco), têm de ser isso mesmo: fruto de muita luta, são arrancadas a esses partidos e aos interesses que representam. Mas as “Marianas” também sabem que há uma força que nunca se entregou e que esteve lá sempre, ao seu lado, todos os dias, a exigir o aumento de salário e a melhoria das condições de vida de quem trabalha. As “Marianas” sabem que é somando força à força da CDU, que decidirá, não só do seu, mas do aumento de salários para todos os trabalhadores como factor de progresso e desenvolvimento do país.

O STAL aconselha todos os municípios a seguir o exemplo de Setúbal

A Câmara Municipal de Setúbal recuperou a gestão pública municipal da água depois de 25 anos de concessão privada. É «uma grande vitória das populações e dos trabalhadores», considera o STAL.

Vítor Proença vai focar o seu discurso nos avanços e riscos da água pública e saneamento em Portugal
 fotospublicas.com

«A privatização da água é uma decisão politicamente ilegítima, socialmente injusta e economicamente errada, que lesa gravemente os interesses do município, das populações e dos trabalhadores, considera o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL/CGTP-IN), em comunicado enviado ao AbrilAbril.

«O regresso da água à gestão pública municipal, constituindo naturalmente motivo de satisfação para aqueles que, como nós, consideram que a água é um direito e não um negócio, pode e deve constituir, sobretudo, uma oportunidade para desenvolver uma gestão comprometida com os valores do serviço público, com a defesa dos direitos dos trabalhadores e das populações e do meio ambiente».

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O País e a TAP precisam de decisões patrióticas

«As declarações que hoje ouvimos por parte do Ministro Pedro Nuno Santos são preocupantes. Na prática, o Governo faz depender da Comissão Europeia o futuro de uma empresa estratégica para o presente e o futuro de Portugal. Pois como sabemos, por vontade da UE a TAP já estaria hoje transformada numa pequena sucursal de uma qualquer multinacional.» Bruno Dias ℹ️ Declaração 👉 http://www.cdu.pt/2022/node/259

CDU Aveiro entrega listas no tribunal

No âmbito das eleições legislativas que se vão realizar no próximo dia 30 de Janeiro de 2022, uma comitiva da  Coligação Democrática Unitária (CDU) entregou, hoje, no Tribunal de Aveiro, a lista pelo círculo eleitoral de Aveiro, com a presença do 1º candidato, Adelino Nunes, bem como outros membros das listas.

A lista da  CDU  inclui militantes do PCP, do Partido Ecologista os Verdes e independentes com profundo conhecimento da região, dos problemas das populações e dos trabalhadores e  apresenta-se com um projecto de valorização do Distrito, dos sectores produtivos, de reforço dos serviços públicos em particular do SNS, do trabalho de dos trabalhadores.

A CDU apresenta-se com uma lista que inclui 12 mulheres e  9 homens de vários sectores de actividade, com uma média de idade de 46 anos.

É com o empenho e confiança que a CDU encara estas eleições e apela ao necessário reforço da CDU na Assembleia da República, a força decisiva  para manter o percurso de recuperação e conquista de direitos e assegurar o desenvolvimento e soberania do país.


Aveiro, 15 de Dezembro de 2021 A Comissão Coordenadora da CDU Aveiro

Aveiro_ Assembleia da República 2022

Candidatos
Adelino Nunes, 59 anos, operário metalúrgico, PCP
Juliana Silva, 34 anos, educadora infância, PCP
Fausto Neves, 64 anos, professor e músico, PCP
João José  Ferreira, 61 anos, empregado escritório reformado, PEV
Cristina Tavares, 50 anos, operária corticeira, IND
Joana Dias, 38 anos, trabalhadora de CERCI, PCP
Justino Pereira, 53 anos, operário fabril, PCP
Matilde Santana, 20 anos, estudante, JCP
Isabel Cristina Tavares , 51 anos, operária têxtil, PCP
Nuno Teixeira, 46 anos, empregado do sector da pesca, PCP
Bruno Correia, 37 anos, operário metalúrgico, PCP
Maria Miguel Sá, 35 anos, médica, IND
Isabel Gomes, 43 anos, gestora de projectos educativos, PEV
João Canas, 28 anos, engenheiro electrotécnico, PCP
Cláudia Pereira, 44 anos, operadora de posto, PCP
Pedro Afonso Tavares, 44 anos, operário fabril, IND
Leonor Xarrama, 59 anos, assistente operacional, PCP
Inês Rama, 28 anos, enfermeira, IND
Vítor Januário, 53 anos, professor, IND
Fátima Flores, 73 anos, professora aposentada, PEV
Ana Pedro Peres , 45 anos, empresária da restauração, PCP
Mandatário
João Sousa, 72 anos, agricultor