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(…)Serviço de Urgência Básica (SUB), finanças do Município e Educação marcaram as questões do público

A ordem de trabalhos era longa, mas não poderia deixar de contemplar o espaço de intervenção dos munícipes. Como tal, Francisco Gonçalves interrogou o presidente da Câmara sobre o ponto de situação do SUB de Arouca que, recentemente, viu reduzidos os serviços de apoio à população. Questionou ainda Artur Neves sobre os efeitos dos constrangimentos do Orçamento de Estado no orçamento municipal e se a proximidade entre Câmara e Agrupamento de Escolas (de referir que a Câmara optou por fazer-se representar no Conselho Geral por três vereadores) «é uma questão de política ou de poder?».

Em resposta às questões, o autarca fez um histórico de todo o processo de contactos, relativamente ao SUB. «Fomos surpreendidos com a novidade de que estaria para cessar a prestação de serviços», referiu, salientando que «a renovação esteve em risco, a três dias do fim do contrato». Segundo Artur Neves, depois de apurada a situação junto da ARS Norte, a explicação foi que «havia dificuldades em cumprir a Lei dos Compromissos» por parte daquela entidade, mas que o processo ficaria concluído em Janeiro. «Os concursos estão a terminar, e garantem-nos que o SUB de Arouca não está na lista de serviços a fechar». Todavia, Artur Neves disse «esperar tudo deste Governo», se bem que, para o presidente, «com a garantia da ARS, parece que nada teremos a recear». No que diz respeito às questões financeiras, o autarca sublinhou que «os constrangimentos financeiros do país têm-se reflectido, mas desde o primeiro momento em que soubemos que o Estado iria transferir menos, estruturámos as nossas contas para responder a essa dificuldade». Artur Neves explicou que, apesar de tudo, «terminámos o ano com maior ‘superavit’ (cerca de 15%)», em ano com «aumentos significativos na despesa corrente». «Não cortámos em despesas essenciais, antes reforçámos o investimento», graças a melhores contratos e a melhores compras. Tudo isto, referiu, quando «praticamos as menores taxas de IMI, saneamento e derrama da Área Metropolitana do Porto e, ainda assim, reforçámos o apoio social». Respondendo à questão sobre o Conselho Geral de Agrupamento, Artur Neves referiu ter ponderado ser o próprio a integrar o órgão, porque reconhece «grande importância» às questões educativas. «É algo que tem a ver com a comunidade escolar, e a política da Câmara tem sido desenvolvida no sentido de fomentar o investimento na Educação», referiu.

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retirado do site “Roda Viva”