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“Tózé” Seguro é o melhor exemplo de que tomar balanço durante demasiado tempo pode não dar grandes resultados. No caso do “Tózé”… é que se vê (quase que rimava…). Seja como for… o “Tózé” é uma figura multifacetada.

Há o “Tózé” que diz não querer fazer política para as televisões… quando a seguir discursa directamente do Congresso para os telejornais, porque Maria de Belém “prescindiu” do seu próprio discurso, para lhe dar o tempo de antena. Um “Tózé” que não faz política de “sound bite”… mas interrompeu uma entrevista de António Costa, em directo para uma televisão, instalando-se a conversar com os jornalistas, com o pretexto de que andava a “criar intimidade com os media”.

Há o “Tózé” que abre o discurso de encerramento do seu Congresso com um mal amanhado e oportunístico paleio de apoio e solidariedade para com as vítimas norte-americanas do 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque. O mesmo “Tózé” a quem nunca ouvi palavras de solidariedade para com as vítimas dos EUA, que são em número infinitamente superior… sendo que, se os atentados dos fanáticos islâmicos são inspirados por uma ideia errada e desviada daquilo que seria a vontade de Deus, os crimes dos EUA são inspirados exclusivamente pela perspectiva de lucro.

Há o “Tózé” que faz um tal discurso sobre os trabalhadores, os idosos, jovens, desempregados, estudantes, pequenas empresas, pescas, agricultura, etc… que me fez descobrir que este PS do “Tózé” não tem passado, não foi o responsável pela tremenda ofensiva contra Abril e as suas conquistas,  desde Soares a Sócrates, que nunca esteve no governo e que, afinal, foi fundado na semana passada e este é o seu primeiro Congresso, recheado de figurantes que nunca antes tiveram qualquer contacto com a vida política activa.

Tudo junto, dá este “Tózé” que diz querer governar «apenas para servir Portugal»… mas que dispenso bem como amigo, ou simples conhecido.

Depois, há o “Tózé” que é muito, muito, mas mesmo muito chato, a dizer e a fazer tudo isto. É o “Tózé” que seria quase o último ser humano que escolheria para companhia numa longa viagem de avião em que não tivesse nada para ler. Digo “quase”… porque não esqueço que me poderia bem ver atascado ao lado do “frenético” ministro das Finanças, Vítor Gaspar… e isso sim, é todo um outro patamar de tédio.

in o “Cantigueiro” a 12 de Setembro de 2011