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O professor Diogo Freitas do Amaral tem um percurso de vida notável. Uma espécie de viagem fascinante… que só não vai bem com pessoas que tenham tendência para enjoar com as curvas acentuadas e lombas vertiginosas.
Assim num simples esboço de resumo:
Desde «devoto de Salazar», como afirmava Marcelo Caetano, passando pela fundação do CDS, com um programa que ia “rumo ao socialismo” (na época rumavam todos!); passando por uma candidatura presidencial de direita, contra Soares… e depois passando a sentir-se muito bem ao lado do mesmo Soares; passando depois pela descoberta de Sócrates, com tal agrado que aceitou ser seu ministro… tendo agora passado a achar que Sócrates, afinal, tem «pouca cultura democrática» e acabar a achar que «Pedro Passos Coelho é que é a solução»… Freitas do Amaral já disse de tudo, já provou de tudo, já esteve com (quase) tudo, desde que isso lhe cheire a lugar ou sinecura.
Estou aqui a ver se me lembro de nos últimos tempos ter visto uma coisa assim triste, patética, graxista, oportunista, invertebrada, direi mesmo… langanhosa… mas apesar do esforço, não estou a ver!
* Que me perdoe o Lucky Luke… que é uma figura divertidíssima, mesmo que apenas de ficção.
 
in “Cantigueiro”