Num debate onde José Sócrates procurou uma vez mais passar ao lado das medidas contidas no ilegítimo pacto de submissão e agressão ao povo e ao país, constante do memorando apresentado pela União Europeia e o FMI, Jerónimo de Sousa reafirmou a natureza desastrosa dessa opção e a necessidade de uma alternativa que responda efectivamente aos problemas do país.

Relembrando a opção do PS pela concretização de uma política ao serviço dos interesses dos grupos económicos e financeiros, Jerónimo de Sousa denunciou o ataque aos salários e pensões, o corte nas prestações sociais como o abono de família, o programa de privatizações, a liquidação de serviços públicos. Sacrifícios para os trabalhadores e para o povo, ao mesmo tempo que se perpetuam os lucros e privilégios da banca, no plano dos lucros, dos benefícios fiscais, da não tributação de dividendos (como se verificou no caso PT), dos offshores, da “nacionalização” dos prejuízos como se verificou no caso BPN.

Uma política de favorecimento do grande capital que está na base da ruína de milhares de pequenas empresas sufocadas pela ausência de acesso ao crédito, pelos custos dos factores de produção (combustíveis, energia, portagens, comunicações, etc), pela liberalização dos horários do comércio,. Opções que amarram o país à recessão económica e atiram milhares de trabalhadores para o desemprego.

Num apelo final, Jerónimo de Sousa deu expressão à ideia de que não pode afirmar-se de esquerda, quem, como o PS e José Sócrates, concretiza uma política de direita. Que a solução dos problemas nacionais não passa por aqueles que sozinhos ou em coligação, têm as maiores responsabilidades na actual situação. Que mais votos na CDU são a garantia mais sólida para concretizar a mudança que o país precisa.