O SAP (Serviço de Atendimento Permanente), que se irá denominar SUB (Serviço de Urgência Básica), e, dizem, que vai funcionar com 2 médicos, 2 enfermeiros e técnico de Rx 24h por dia, pode trazer algumas vantagens, mas as especialidades médicas continuam a grande distância… E já agora, as obras de reestruturação que seriam de um mês, não estarão a demorar tempo a mais? Há mais de 4 meses que se fala na abertura da SUB, mas até agora nada! Continua-se a assistir a uma sala de espera que serve os utentes que aguardam consulta médica, idosos, crianças, bebés de dias para vacinar, juntamente com utentes do SAP, com múltiplas doenças, quem sabe se alguns com Gripe A! Quantos meses mais teremos de esperar?

Devido à ausência de médicos de família, por reforma de uns ou por saída de outros para fora do concelho, sem a correspondente admissão de novos profissionais, quem tratará da saúde destas pessoas? Será que a manutenção e admissão de profissionais de saúde contratados resolvem o problema? Esses profissionais contratados, muitos deles de fora do concelho, não irão procurar estabilidade pessoal e familiar, ou minimizar a falta dela, tentando ser colocados perto da sua residência?

E… onde fica o conceito de centro de saúde e de médico de família, com quem as pessoas se identificam e com quem se cria uma relação de empatia, e que muitas vezes resolvem grandes problemas apenas com uma pequena conversa! Vão agora falar constantemente com “pessoas estranhas”?  E quantas pessoas há, em Arouca, que não têm médico de família? E quantas, tendo-o, esperam consulta para além do tempo desejável?

A Unidade Móvel de Saúde, projecto inovador com vantagens para a população mais distante do centro de saúde, em funcionamento há mais de 2 anos, e, aquando da sua inauguração, se prometeu a presença de um médico, continua a funcionar apenas com pessoal de enfermagem. Será que não é tempo de se encontrar uma solução?  

É esta a saúde que temos, ou… que não temos!